Despedida!





Este blog está sendo desativado.

Obrigada a todos que por aqui passaram e ainda vão passar por aqui

e que compartilharam

sentires, saberes, veres, lembranças

Nada realmente se perde nessa existência

o que não se sabe às vezes se sente

o que se sente às vezes não se entende

o que se entende às vezes não se sabe

o que se sabe às vezes não se domina

O conhecimento é porta aberta para outras portas de saberes

Certeza que logo menos

a gente se cruza por ai.

See You!

Que a Paz de Jáh! nos abençoe e a todos nós envolva!!!

_/\_ Dhanyavad!  Om Premam!




A Toca, Tatuí, São Paulo, Brasil, 12 de Agosto de 2015DC

Humildade - A ponte para a Verdade

HUMILDADE - A PONTE PARA A VERDADE - 
Texto do Prof. Horácio Frazão


Humildade é um dos aspectos da lucidez da consciência. 
Numa ótica maior a humildade é um fator de ampliação da consciência e a chave para a mudança. 
Muitos a confundem com submissão e limitação. 
No entanto, ela representa o poder de estar em plena conexão com a verdade do que você pode ser agora e com a realidade do seu momento.

A indisciplina em cumprir e aceitar com reverência o que você pode viver agora, por pior que possa parecer, e a insubordinação em seguir o fluxo da vida e do seu momento só o torna refém de impulsos reativos de um ego arrogante e rabugento que está em sua cabeça. 
Este pequenino eu que se manifesta como vozes em sua cabeça vive impondo como tudo deve ser para ele se sentir seguro em sua zona de conforto.

Você já reparou o quanto ainda se combate e combate a forma que o seu momento está assumindo? 
O quanto ainda se opõe a este momento acreditando que o futuro será melhor? 
O quanto espera que os outros correspondam as suas expectativas para você ficar bem? 
Percebe que a falta do fator humildade o coloca confinado nos ideais do seu ego de como tudo e todos deveriam ser, ao invés de estar aqui-agora, com boa vontade, lidando com o que pode ser?

Permita-se "despencar" do teto dos teus próprios ideais para "cair" na Real. 
Isto é humildade. 
A prática da realidade. 
Pratique..pratique ...pratique a renúncia de todas as formas de expectativas e ilusões para que seja mais REAL & MENOS IDEAL. 
Esta é a base de toda transformação e expansão: a integração pacífica com a sua realidade promovida pela humildade... 

PAZ & CONSCIÊNCIA



VIDA PLENA - PEDRO KUPFER














Pode ser que já estejamos no caminho da
espiritualidade há tempos. Pode ser que já
tenhamos feito muitas aulas, práticas,
meditações e reflexões. Pode ser que já
tenhamos feito peregrinações, cursos e retiros.
Pode ser que já tenhamos vivenciado algumas
inesquecíveis experiências místicas. Que nos
falta para assumir a felicidade que somos?




Pode ser que já tenhamos encontrado pessoas
muito especiais no nosso caminho. Pode ser
que tenhamos conhecido belos exemplos de vida
e que tenhamos lido páginas e mais páginas das
biografias dos santos homens, que nos inspiram
a viver uma vida com mais sentido, foco e significado.

E, apesar de quiçá já tenhamos ouvido tudo o
que precisávamos em relação ao ensinamento sobre
nós mesmos, e apesar de talvez já conhecermos
todas as soluções para os problemas do sofrimento
humano, é possível que alimentemos ainda a crença
de que não merecemos conhecer a nós mesmos como
plenitude.

Em suma, de que não merecemos aquilo que almejamos.

Pode acontecer que tenhamos a tendência a separar
a liberdade que o Yoga nos propõe das pequenas
misérias do cotidiano, como se fossem universos
diferentes. Ou que alimentemos a ideia de que a
plenitude é incompatível com algumas coisas
pequenas do dia-a-dia, como por exemplo quando
as coisas práticas não funcionam de acordo com
nossos desejos ou expectativas.

Assim, nos descobrimos com lamúrias na ponta da
língua, carregando o nosso coração com emoções
indesejáveis, infelizes ou frustrados.

Se esse for o nosso caso, devemos lembrar que
esse tipo de sentimento faz parte da riqueza e
variedade dos conteúdos que integram uma
emocionalidade saudável e funcional.

O tema é que eles não devem durar muito, nem
devem ficar tempo demais dando voltas na nossa
mente.

Lembro que uma vez perguntaram ao Dalai Lama:
“O senhor não sente raiva?” A resposta dele foi
brilhante, e esclarece o ponto que acabamos de
colocar aqui: “É claro que sinto raiva, mas ela
dura somente cinco minutos!”

Se nossa frustração ou desapontamento durar mais
do que isso, então precisamos reagir e imediatamente,
voltar à presença no agora, voltar a ter presente
o ensinamento que nos mostra que já somos o que
buscamos, simplificar as coisas, aceitar o nosso
ego como ele é e focarmos no reconhecimento do
milagre da vida acontecendo neste preciso instante.

Não precisamos esperar para nos assumir como o
Ser Pleno que somos! Que possamos manter o foco
na compreensão da felicidade essencial, sobre a
qual acontecem todas as experiências.

Que possamos evitar comparações desabonadoras.
Que possamos nos desprender de julgamentos e
atitudes autodestrutivas já mesmo.

Que possamos nos reconhecer como felicidade agora,
sem mais delongas. Que reconheçamos o amor ilimitado
e incondicional que sempre nos alimentou e que nos
sustenta a cada momento. Que essa seja a nossa prece.
Que essa seja a nossa certeza. Que possamos nos
estabelecer na visão do Ilimitado, agora e sempre.

Namaste!

Pedro Kupfer

;)









 Esse texto me foi enviado via Gmail pelo João Machado - Founder na Dharma5 e o Nuno autorizou-me a publica-lo.



Dhanyavade! Pessoal da Dharma5! Namastê Professor Pedro Kupfer!

_/\_  para todos nós! :)


Para conhecer o Curso Vida Plena do Pedro Kupfer, >> basta clicar aqui 



- https://www.facebook.com/dharma5academy








Cartas de Cristo - Carta 7




Tenha o cuidado de não impor o seu caminho espiritual para os outros, estejam eles ou não no caminho espiritual.

Ao mesmo tempo, você deve preservar a sua própria serenidade e não permitir que outros se aproveitem de sua boa natureza. Você deve claramente marcar seus limites entre o que é certo e errado, - evitar que o egoísmo dos outros invada a sua intimidade, o que provavelmente destruiria a sua paz de espírito.

Para garantir isso, não há necessidade de que sua consciência egocêntrica assuma o domínio novamente. Você pode proteger a sua intimidade pacificamente. Você recebeu a inteligência para alcançar esse propósito necessário com o mais alto grau de AMOR. Lembre que o edifício espiritual de vibrações de consciência que foi construído a partir de seu contato com a Realidade Divina e de seu modo diário de pensar, sentir e viver, é sacrossanto. Tome cuidado para não ser preso novamente nas vibrações inferiores de pensamentos e reações dos outros.

O seu propósito mais elevado na Terra sempre é o de promover o BEM espiritual e terreno mais elevado para cada entidade viva - humana ou menor. Não o faça pela descida ao nível vibratório daqueles que estão em necessidade, mas se existir a disponibilidade de escuta e aceitação, estenda a mão e ofereça a sabedoria que o conduziu ao seu santuário - o seu "santo dos santos" na mente, emoções e condições de vida. Em caso contrário, guarde a sua paz.

A simpatia e a compaixão devem ser imparciais. A empatia o arrastará para baixo e envolverá suas vibrações de consciência espiritual no nível vibratório humano. Isso possivelmente criará conflitos lá onde você tinha sinceramente a intenção de elevar e curar. Evite isso, pois diminuirá suas energias e derrotará seus propósitos espirituais.

O AMOR puro se interessa unicamente pela elevação e pelo progresso espiritual, pela cura e o alcance do "Reino dos Céus".

O AMOR divino é um sentimento de compaixão calorosa - carregado principalmente com o anseio de capacitar o amado a crescer, criar, ser nutrido e nutrir, ser curado e curar, ser educado e educar, ser protegido e proteger, satisfazer suas necessidades e poder satisfazer a necessidade de outros, tudo em um sistema claro de lei e ordem.

Isso é o AMOR DIVINO/LEI em ação.

Quando o seu propósito mais elevado torna-se o Propósito Divino em ação, o ego, o núcleo de sua individualidade, é então controlado pela sua alma. O impulso do ego torna-se o verdadeiro defensor e protetor de seu conforto pessoal, - porém agora trabalha inteiramente em harmonia com as diretrizes de sua alma, a qual extrai sua natureza da Realidade Divina.

Repito, não há sentimentalismo na Realidade Divina, nenhuma remoção dos limites que asseguram a lei e a ordem para agradar as exigências do egoísta, nenhuma "rendição" face a obstinação de alguns.
Sempre se deve ter em mente que TODAS as PESSOAS devem respeitar umas as outras. Devem se respeitar os direitos dos outros à privacidade, segurança, paz de espírito e harmonia. Se surgirem diferenças elas podem ser tratadas com mútuo respeito. Quanto mais evoluído espiritualmente você for, mais respeitará os altos e os baixos níveis sociais, considerando-os como iguais - "não diante dos olhos de Deus" como gostam de dizer os seres humanos, mas pela sua própria percepção espiritualizada da igualdade fundamental das almas de todos os seres.

O respeito e o AMOR DIVINO caminham unidos. O AMOR verdadeiro é altamente respeitoso com o ser amado. Quando há respeito entre duas pessoas, isso frequentemente as leva às formas mais elevadas de amor.

Cristo, Carta 7 - página 266 (livro) e 168 (pdf completo), disponível em abre.ai/caminho e nos arquivos deste grupo de estudos.

Texto publicado em https://www.facebook.com/photo.php?fbid=854463207949496&set=gm.743453559094810&type=1&theater

Colapsando a onda de possibilidade desejada





simetriadegauge.blogspot.com.br - o-gato-zumbi-de-schrodinger-e-o-colapso.



Amigos , nos estudos de Física Quântica aprendemos que para tudo que sentimos/pensamos, existe um mar de possibilidades à nossa disposição, 

mas que só podemos escolher uma possibilidade por vez para colapsar (trazer para a matéria) .

Essas possibilidades estão no que chamamos vácuo quântico - 

energia primordial que permeia TUDO, 

por isso é onipresente, onisciente e onipotente, 

podemos chamar essa energia de Amor Puro (incondicional),

Deus, Grande Arquiteto , etc...

Essa energia nos deu o que chamamos de livre arbítrio para ESCOLHER o que vamos colapsar 



(trazer do mar de possibilidades para a matéria) 


e isso acontece a todo instante, quer saibamos disso ou não .


A energia é puro amor, mas quando ela desse para a matéria , ela vai se tornar aquilo que nós escolhermos.


(...): 


estamos aqui nesse planeta para experimentarmos a dualidade 


e por isso é natural que vivamos numa gangorra de sentimentos / pensamentos que se tornam ação e criação .


Como vivenciar a luz se não conhecermos a escuridão ????


Como saber o que é alegria se não experienciarmos a tristeza????


Mas ao conhecermos a dualidade da energia, podemos escolher qual a que queremos vivenciar .


A energia elétrica pode acender uma lâmpada e iluminar o nosso ambiente ou explodir uma cidade... 


O uso dela é que vai fazer com que ela seja luz ou explosão .


(...)


Não é fácil mudar de um circuito para o outro, pois por trás de nossas escolhas estão o nosso sistema de crenças num nível subconsciente, 


90% daquilo que acreditamos foi nos ensinados até mais ou menos 7 anos de idade.


Temos que entrar em contato com nossas crenças , verificar se elas nos servem ou não - 


(...) assim vamos mudando de circuito até encontrar o caminho do meio , que equilibra o bem e o mal , unificando a dualidade e se tornando a energia pura - puro amor!!!!


Amor e Luz para você amados amigos !!!


(...)




Colapsando a onda de possibilidade desejada





simetriadegauge.blogspot.com.br - o-gato-zumbi-de-schrodinger-e-o-colapso.


Texto de Marina
https://www.facebook.com/groups/240774399356576/



Amigos , nos estudos de Física Quântica aprendemos que para tudo que sentimos / pensamos , existe um mar de possibilidades à nossa disposição, 

mas que só podemos escolher uma possibilidade por vez para colapsar (trazer para a matéria) .

Essas possibilidades estão no que chamamos vácuo quântico - 

energia primordial que permeia TUDO, 

por isso é onipresente, onisciente e onipotente, 

podemos chamar essa energia de Amor Puro (incondicional),

Deus, Grande Arquiteto , etc...

Essa energia nos deu o que chamamos de livre arbítrio para ESCOLHER o que vamos colapsar 

( trazer do mar de possibilidades para a matéria) 

e isso acontece a todo instante, quer saibamos disso ou não .

A energia é puro amor , mas quando ela desse para a matéria , ela vai se tornar aquilo que nós escolhermos.

(...): 

estamos aqui nesse planeta para experimentarmos a dualidade 

e por isso é natural que vivamos numa gangorra de sentimentos / pensamentos que se tornam ação e criação .

Como vivenciar a luz se não conhecermos a escuridão ????

Como saber o que é alegria se não experenciarmos a tristeza????

Mas ao conhecermos a dualidade da energia, podemos escolher qual a que queremos vivenciar .

A energia elétrica pode acender uma lâmpada e iluminar o nosso ambiente ou explodir uma cidade... 

O uso dela é que vai fazer com que ela seja luz ou explosão .

(...)

Não é fácil mudar de um circuito para o outro, pois por trás de nossas escolhas estão o nosso sistema de crenças num nível subconsciente , 

90% daquilo que acreditamos foi nos ensinados até mais ou menos 7 anos de idade.

Temos que entrar em contato com nossas crenças , verificar se elas nos servem ou não - 

(...) assim vamos mudando de circuito até encontrar o caminho do meio , que equilibra o bem e o mal , unificando a dualidade e se tornando a energia pura - puro amor!!!!

Amor e Luz para você amados amigos !!!

(...)


ativismoquantico.com - comunicacao-mente-dna


227 - O TAO DAS FLORES E DO SOL - Wagner D. Borges





E um Céu numa flor selvagem,
Ter o infinito na palma da mão
E a Eternidade numa hora."
- William Blake -



O motivo pelo qual tenho certeza da existência de uma Inteligência Absoluta como motivo de toda existência é que o meu coração sabe disso!

Não preciso de nenhuma teoria ou prova, sinto em mim!

Há duas coisas que podem fazer alguém perceber um amor infinito na existência: o brilho do sol e o abrir das flores.

Quando uma flor abre suas pétalas, é um momento mágico, verdadeira festa da natureza. Nesse momento único, curvo-me à sabedoria que dá vida a natureza daquela flor expandida. Penso que o universo é um imenso lótus de Deus em eterna florescência.

Quando assisto ao momento da aurora rompendo as trevas da madrugada, pego-me extasiado diante de tal maravilha.

No momento do crepúsculo, quando o Rei Sol descende na linha do horizonte, percebo-me admirado com os tons de dourado, laranja e vermelho inundando minha visão.

Às vezes, as lágrimas desse momento refratam a luz solar e vejo várias outras cores dançando à minha frente.

Sim, há um amor incomensurável como causa dessa beleza. É o mesmo amor que sinto em meu coração. Por isso, a ressonância com a luz do sol e as flores.

Não posso provar a existência desse amor absoluto e nem demonstrá-lo em uma academia cheia de céticos irritadiços e intelectuais arrogantes espumando uma pretensa ciência devastadora da própria natureza.

Não falo de um cara branco, velho e barbudo sentado num trono celestial e nem de um ser que julga os outros e os manda para o paraíso ou o inferno. Sequer imagino aquela noção antropomórfica e convencional do Criador que os religiosos inventaram por ignorância.

Estou falando do amor que inventou aquela flor e aquele brilho do sol.

Que homem poderia inventar algo igual?

Que cientista poderia elaborar o amor?

Que religioso poderia fazer abrir aquela flor que admiro?

Que religião ou doutrina poderia me fazer sentir um amor vivo pulsando em tudo?

Serei eu um místico só porque amo e tenho coragem e discernimento para assumir esse amor?

O intelectual que elabora técnicas, esquemas e nomenclaturas opulentas, que são incapazes de fazer alguém sorrir e admirar o brilho do sol e a beleza das flores, é realmente inteligente ou é apenas alguém técnico e pretensioso exaltando o próprio ego?

Há alguns intelectuais capazes de explicar os mecanismos de muitos eventos da natureza e da consciência. Porém, são incapazes de beijar, abraçar e compreender os outros. São intelectuais, mas são tolos! Entendem esquemas e técnicas, mas não compreendem as pessoas. São críticos de tudo, mas tomam de goleada da beleza da flor e dos raios de sol.

E o religiosos, empacados em seus dogmas? Conseguirão ver o divino na flor? Conseguirão imaginar que o sol brilha mais do que seus livros pesados de dogma?

O Deus que sinto não é passível de ser aquilatado pela mente humana. Não pode ser capturado pelo intelecto sequioso de provas e nem pelo coração bloqueado de fanatismo religioso.

No sorriso da criança, nos raios do sol e na luz da lua, nas flores, no beijo, no abraço, na meditação, no amor, na música, na simpatia e na lucidez de sentir além dos pensamentos convencionais, está a prova da existência do divino.

Dirá o intelectual: "Isso é misticismo!"

Afirmará o fanático religioso: "Você não entendeu o nosso livro sagrado!"

Por sua vez, a luz do sol e as flores nada dirão. Não é preciso. Sua beleza já diz tudo.






A essa altura, lembro-me das palavras do sábio chinês Lao-Tzé (Tao Te King; Séc. VI A.C.):

"Havia algo amorfo e perfeito
antes do universo nascer.
Era sereno. Vazio.
Solitário. Imutável.
Infinito. Eternamente presente.
É a mãe do universo.
Por falta de nome melhor,
eu o denomino Tao.
Ele flui através de tudo,
dentro e fora, e volta
à origem das coisas."


Também lembro-me do sábio Kabir (Índia, Séc. XVI):

"O rio e suas ondas são um mesmo fluxo:
qual a diferença entre o rio e suas ondas?
Quando se crispa a onda, é a água que se eleva;
e quando a onda cai, é novamente e ainda água.
Dize-me, Senhor, a diferença:
por ter sido denominada onda, não mais devemos considerá-la água?
No seio do Supremo Brahman, os mundos alinham-se como contas:
contempla esse rosário com os olhos da sabedoria."

Por aqui, finalizando esses escritos, digo aos leitores:

Não sou místico, religioso ou técnico em coisa alguma.

Estou mais propenso ao sorriso, ao beijo e ao abraço do que a qualquer
esquema humano disso ou daquilo.

Leio muito, sempre de mente aberta. Mas, também beijo, abraço e estou sempre procurando um motivo para rir.

Sou capaz de compreender vários mecanismos da consciência e seu parapsiquismo e espiritualidade nata, por exemplo. Mas, sem piadas, nem pensar!

É que há um amor sutil que me possuiu e não tenho mais como escapar dele ou negá-lo.

Por isso, escrevo.

Não pretendo provar coisa alguma, mas espero rir muito, principalmente dos intelectuais cheios de esquemas e nomenclaturas bitoladas e dos religiosos cheios de livros pesados e pouco amor.

Olho para esse pessoal e prefiro a flor e a luz do sol. Nada mais é preciso.

Lembro-me da sabedoria de Sry Aurobindo em "Savitri", sua obra mais inspirada (Índia, primeira metade do século XX):

"Se no vazio sem significado a criação surgiu,
Se de uma força inconsciente a matéria nasceu,
Se a vida pode se erguer na árvore inconsciente,
E o encanto verde penetrar nas folhas esmeraldinas,
E seu sorriso de beleza desabrochar na flor,
E a sensação pode despertar no tecido, no nervo e na célula,
E o pensamento apossar-se da matéria cinzenta do cérebro,
E a alma espiar de seu esconderijo através da carne,
Como não poderá a luz ignota se lançar sobre o homem,
E poderes desconhecidos emergirem do sono da natureza?
Mesmo agora, insinuações de uma Verdade luminosa como estrelas,
Erguem-se no esplendor da mente lunar da ignorância;
Mesmo agora, o toque imortal do Amante sentimos,
Se a porta da câmara apenas estiver entreaberta,
O que então pode impedir Deus de furtar-se para dentro,
Ou quem pode proibir seu beijo na Alma adormecida?"

Há um amor que é a causa de tudo!

A luz do sol e as flores me mostram isso e eu aceitei lucidamente!

Não rezei, só fiquei admirado.

Não vi um velho barbudo lá nos céus me julgando, só vi a flor abrindo e saudando a luz solar. E isso me bastou!

Meu coração agradeceu e também tornou-se uma flor aberta e cheia de brilho.

Não precisei que algum intermediário humano, sacerdote de alguma religião ou técnico de alguma área consciencial, me explicasse o que apenas uma flor já me mostrou.

E sei, também, que nenhum deles é mais bonito do que a aurora ou o entardecer.

Por isso, digo a vocês: Não adianta nada estudar temas espirituais, conscienciais, e ser incapaz de maravilhar-se com eventos simples da natureza.

De que adianta estudar com afinco e não sorrir mais?

De que vale ser técnico nisso ou naquilo, e ao mesmo tempo ser chato pra caramba, ter medo de beijar, sorrir e abraçar?

Ainda sou mais a flor e a luz do sol!

Encerro esses escritos novamente com a inspiração do sábio Kabir:

"A harpa deixa escapar murmúrios musicais;
e segue a dança, porém sem pés ou mãos.
Ela é tocada sem dedos, é escutada sem ouvidos;
pois Ele é o ouvido, e Ele é o ouvinte.
A porta está cerrada, mas o interior
recende a perfume: aí acontece
o encontro que ninguém vê.
O sábio o compreenderá."

PS: A flor me disse espiritualmente: "Amigo, escreva e fale do amor que os homens esquecem. Deixe que a vida leve esses escritos a quem de direito. Há um perfume invisível neles. Percebendo-o, muitos corações reacenderão as chamas espirituais e voltarão a sentir o toque do infinito. Eles saberão!

(Esses escritos são dedicados ao mestre Sry Mahendra Nath Gupta, conhecido como mestre Mahasaya - Sry Ma, fiel escudeiro dos ensinamentos de Paramahansa Ramakrishna e um grande amigo espiritual nas lidas da cura).

PAZ E LUZ!

- Wagner D. Borges -
(Ser humano, com qualidades e defeitos, dono de uma imensa biblioteca, mas que não fica preso ao que lê e nem acha que sabe muito mais do que aquilo que a flor lhe ensinou).

São Paulo, 21 de junho de 2000 às 20h06.




Eduardo Galeano






"De nuestros miedos

nacen nuestros corajes

y en nuestras dudas

viven nuestras certezas.

Los sueños anuncian

otra realidad posible

y los delirios otra razón.

En los extravios

nos esperan hallazgos,

porque es preciso perderse

para volver a encontrarse.


Eduardo Galeano - 1940 - 2015